sábado, 6 de fevereiro de 2010

as vezes eu tenho sono

e o Pedro não me deixa dormir.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

1º de Fevereiro de 2010

17h 15m: E se as minhas contas estão certas, há 40 dias chove em São Paulo. E de onde, diabos, vem tanta água eu não sei. A chuva que cai agora é mais forte do que a dos outros dias. Tô sentada no chão, meus pés sentem o frio azulejo e se contorcem; tô usando a blusa do Rafa, o capuz cobre meus olhos parcialmente enquanto a minha mão percorre o papel. O som da chuva e dos trovões me acalma, desanuvia meus olhos e lava minha alma - sinto-me melhor agora. Estou começando a sentir minhas costas notando o desconforto do travesseiro torto encostado na parece e meus pensamentos distantes, altos...

17h 21m: Nada mudou. A chuva continua, eu continuo, nós continuamos coexistindo; ajeito a franja que cai sobre meu olho. Agora é meu pescoço que dói... Complicado. Minha irmã toca teclado no quarto ao lado, mas nem Mozart é capaz de me alegrar hoje. Estava lendo Laranja Mecânica (thanks to Rafa) e brisando oceanos: Anthony Burgess tem uma mente brilhante, confusa... Mas brilhante. Faço questão de ler sem consultar o "dicionário", e é engraçado me pegar tentando decifrar o significado das palavras absurdas que ele inventou.

17h 26m: E eu ainda estou aqui e a chuva lá fora, insistentemente. Agora, ela cai sobre mim por causa do vento e mancha a folha em que escrevo.

17h 27m: Minha irmã se balança na cadeira - sem noção. Começo a me irritar com essa coisa toda.

17h 28m: Adivinha? Eu ainda estou aqui e desejo que a chuva não pare. Um relâmpago caiu não muito longe daqui, sua luz embaralhou minha visão por um instante.

17h 29m: Descanso a caneta por um instante e me dirijo à janela aberta de meu quarto, contemplo a chuva por alguns momentos. Resmungo mais um pouco e sinto meu coração acelerar por um não-sei-o-quê. Canso e desisto. Não podemos ganhar todas as lutas.

17h 32m: Despeço-me desse pedaço de celulose muito amável que me cedeu sua atenção. Talvez em outro momento volte a desabafar com ele.

sábado, 30 de janeiro de 2010

A Alma de Todas as Coisas

"Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam, e do caos nascem as estrelas." - Charles Chaplin

"Se podes pensar, podes fazer". - Albert Einstein

"Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira". - Johann Goethe

"Certas coisas só são amargas se a gente as engole". - Millôr Fernandes

"Todos caem mas, apenas os fracos continuam no chão". - Bob Marley

"Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe". - Oscar Wilde

"Repreende o amigo em segredo e elogia-o em público". Leonardo da Vinci

"Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com freqüência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar." Pensador Anônimo

"Não corrigir nossas faltas é o mesmo que cometer novos erros". - Confúcio

"O melhor governo é aquele em que há o menor número de homens inúteis". - Voltaire

"Sabemos o que somos, mas não o que poderíamos ser". -William Shakespeare

"Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente". - William Shakespeare

"O verdadeiro significado das coisas é encontrado ao se dizer as mesmas coisas com outras palavras". - Charles Chaplin

"A força não provém da capacidade física e sim de uma vontade indomável". - Mahatma Gandhi

"O amigo deve ser como o dinheiro, cujo valor já conhecemos antes de termos necessidade dele". - Sócrates

Complexidade

Vejo o mundo em um caleidoscópio de cores.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Faces, masks, butterflies and colors;

Ônibus,  metrôes e trens - transportes públicos. Que coisa maravilhosa; não, não pelo fato de exitirem. Mas pelas infinitas possibilidades que eles mostram.

Pessoas passam, passarão, passsarinho... Devagar, sem pressa; atrasadas, correndo. Todos os momentos tão únicos que não podem ser desperdiçados.

Cabelos, cabeças, olhos; verde, azul, vermelho.

Maldizendo maravilhosas máquinas modernas; mirabolantes maneiras malfeitas; macacos me mordam! Máscaras mortuárias mostram-se maquiavélicas; monstros megalomaníacos maquinando mentiras.

E no meio de toda essa confusão, uma pequena borboleta passa despercebida - indo aproveitar os seus únicos 86400 segundos, para então, cair morta.

Que hipocrisia a nossa achar que um único dia não é valioso.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Amor Proibido

"O que é imortal"...

"A chuva escorre pela janela, acompanhando minhas lágrimas" - pensou ele, enquanto observava a lua minguante no firmamento. A vida era mais sombria desde que Peter se fora; nada fazia sentido, todos os tons se tornaram pálidos, as notas não eram mais vibrantes...

E assim os dias passavam: numa palheta de cores frias, onde as horas demoravam milênios pra passar e a noite trazia o desespero e a desolação. Não haveria o amanhecer enquanto as coisas não tornassem a ser como antes.

O sol era o maior suplício daquele homem, somente a lembrança dos momentos passados com seu amado salvam-no do desejo da morte.

"Enquanto for um terço meu"...

Os passos eram sôfregos; a jornada, longa... O caminho mais suave parecia ser feito de finissímas agulhas. Ele era seu sol, o motivo pelo qual levantava todas as manhãs - agora, só restava o marasmo e a solidão. A promessa feita sob a cerejeira havia sido quebrada. "Enquanto eu respirar, até o meu último suspiro e mesmo depois que a vida me for ceifada - mesmo nesse momento, me lembrarei de você. Nem a própria eternidade há de nos separar!". E quem disse àquele homem que a eternidade dura "pra sempre"? Ninguém o avisou que o "pra sempre" sempre acaba?

Uma palavra dita levianamente enlouquece o jovem coração apaixonado. Principalmente, quando o amor é proibido, ilícito - como o destes dois rapazes, ele enlouquece, perturba a mente. Transforma sentimento em razão.

"Então, mesmo quando tudo estiver perdido
Eu ainda terei você!"

Ryu não sabia por mais quanto tempo aguentaria tamanho sofrimento - a separação era muito dolorosa. O anseio constante pelo ardente calor, pelo toque sem pudor de Peter... As marcas nas paredes, as mordidas recentes, os lugares que freqüentavam juntos - cada uma dessas coisas acentuava a ausência dele, e alçava ainda mais a força para implorar perdão.

Então, naquela noite chuvosa de céu sem estrelas e lua minguante, ele voltou. Os olhos negros se perderam em lágrimas de felicidade.

- Peter, eu achei que você tivesse me abandonado! Você não imagina o quanto eu sentia sua falta.

- Ruy, juro que nunca mais vou fazer você chorar... A sua dor vai passar agora. - e, aproximando seus lábios dos dele, disse por fim: - Quero curar a ferida que cresceu dentro dentro de você e entre nós.

"O farol que me guia,
mesmo na mais profunda e densa 
Escuridão".



Things As They Are

Queria ter a certeza de que todas as coisas que tens me dito - mas não as possuo. Sonho louco, vão. Visto os olhos que vêem aquilo que desejam, não o que devem; coração bate acelerado dentro do peito - tuntun. Se puder, apenas segure minha mão, para que eu possa saber que estás aqui, ao lado meu.

A morte se resume ao momento em que todos esperam e temem - quando se cumpre o dito antigo: "das cinzas às cinzas, do pó ao pó".

Apenas as coisas como são.