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quinta-feira, 15 de abril de 2010

Do you really wanna live forever?

Estava louco, completamente insano.

- Não me levem a mal, mas de fato o estava e não mo negava. Como poderia eu vê-lo naquele estado doentio e não fazer nada? E não emitir reação alguma? Não poderia - eu não era um ser tão cruel assim; na verdade, meu coração bondoso é que o havia transformado naquele monstro: um homem sem escrúpulos e viciado. Ah! Não joguem a verdade diante de meu rosto como se eu fosse cego, eu já a vi nua e crua; já a vi tão bêbada e cambaleante que fechei os olhos para não cegar-me com sua crueldade, mas não mudou nada: nem em mim, nem nele. Erámos os mesmos, não as crianças puras de outrora, da aurora de nossas vidas; mas monstros, sim, monstros sedentos e famintos, dispostos a tudo quanto fosse necessárioo para adquirir conhecimento e vida eterna.

Sonhos vis e cegantes, que nos fizeram pegar em belicosas armas do destino, do caminho traçado para nós - caminho que podia ter sido desviado, não fosse nossa ganância. Noites e noites à fio, buscando loucamente a verdade sem jamais encontrá-la.

Mas o que são algumas noites para quem terá a Eternidade? Era esse o pensamento, essa certeza que me mantinha viva; de qualquer forma, melhor - de alguma forma, a forca esvaia-se de mim sem que eu pudesse notar até que a sombra da Morte abateu-se sobre mim inexplicavelmente e eu percebi que buscava a eternindade de forma errônea; buscava-a mediocrimente, como ser humano falho e cego pelo emanado do poder.

Estou louco, completamente insano. E agora possuo toda a eternidade para que a Verdade se mostre a mim despida do véu da cegueira humana, nua - como eu sempre a quisera. Mas dane-se também, agora nada daquilo importava ou fazia sentido.

A imortalidade abrira minha visão de um maneira inexplicável e eu pude sentir paz; paz jamais sentida em vida.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Forever Young

O fato do meu 17º aniversário estar cada vez mais perto é uma coisa que me deixa muito preocupada. Na verdade, meio paranóica... Começo a pensar nas coisas que eu fiz, que deixei de fazer – 17 anos sem uma contribuição importante pra humanidade; sem um grande feito pro mundo... COMOLIDAR? Durante um desses meus surtos existenciais escrevi esse post. Você deve estar pensando: “Poxa, ela está fazendo só 17 anos”. “Ainda tem tanta vida pela frente...” Mas como ter tanta certeza de que tenho uma vida pela frente?  Eu posso sofrer um acidente de carro, cair da escada, ser pisoteada, levar um tiro... E BANG! It’s over baby. Tantos jeitos de morrer e apenas um de viver: um dia de cada vez, sem arrependimentos ou mudanças de opinião. No more regrets now! A vida fica bem chata quando a gente se preocupa demais.

Eu posso até estar fazendo só 17 anos, e daí? Pessoas mais velhas usam todos os tipos de artifícios pra parecem mais jovens (botox, silicone, aplique, Viagra); as mais novas tomam todo o cuidado para não envelhecer. Óbvio que existem exceções – mas estão cada vez mais difíceis de se encontrar. Eu não vou perder meu tempo precioso para procurá-las. Não quero rugas de preocupação, certo? Errado. Eu quero me preocupar, mas não perder as estribeiras. Eu quero fazer um bem pra humanidade, mas sem ter que deixar de ser humana. Eu quero salvar a Floresta Amazônica, quero ter uma aventura fantástica, encontrar o homem da minha vida, casar, ter filhos. E então, aceitar a idade que me couber; entender que não posso ser jovem pra sempre. Quero tocar as minhas rugas e saber que elas estão ali porque eu vivi, não porque sobrevivi.

Espero encontrar as “exceções” no fim do caminho.
Serão boas companhias quando a missão estiver cumprida.